Exercícios respiratórios são aliados contra COVID-19

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Texto: Izabela Carvalho – jornalista Twitter: @carvalhoizabela Insta: izabela.carvalho

Revisão : Cristal Villalba – Twitter: @Winter_Madness_ e Paula Vanacor – Twitter: @paulavanacor 

A prática de exercícios em que é realizada respiração profunda pode ser uma aliada no enfrentamento ao coronavírus (COVID-19). O objetivo é o aumento da capacidade aeróbica com o consequente fortalecimento do sistema imunológico e respiratório, fatores essenciais para superar infecções provocadas pela doença, além dos distúrbios a ela associados. Desde que a técnica de respiração ganhou as redes sociais, com relatos de pacientes que conseguiram recuperação do coronavírus, o tema se propagou em diversos sites noticiosos. O New Scientist (como no texto [1]) foi um dos primeiros sites científicos a abordar o tema. Além disso, os resultados positivos da aplicação da técnica em pacientes mereceram, inclusive, revisão de literatura publicada no Sciencedirect (conforme o texto [2]). Nessa guerra, em que médicos e cientistas clínicos trabalham incessantemente em busca de tratamentos eficazes contra a COVID-19, a medicina complementar e alternativa pode ser uma opção possível e importante. 

A pandemia provocada pelo coronavírus levou o mundo a uma crise pública, em que na maioria dos casos (80%), a doença se manifesta de forma mais leve, e pode ser administrada sem internação.Contudo, nos outros 20% dos casos, o risco é de que o comprometimento respiratório seja grave, com necessidade de internação (3), o que tem provocado nos governantes o temor de não conseguirem atender à demanda por leitos hospitalares e de UTIs (em casos mais graves), como ocorreu na Europa, o que obrigou médicos a fazerem opção por oferecer tratamento aos pacientes mais viáveis. 

De acordo com os autores do estudo, os resultados dos levantamentos apontam a melhoria da imunidade a partir do aumento do nível e da função das células do sistema imune e anticorpos, ao regularem os níveis de PCR (indicador desde inflamações a infecções, que podem evoluir para septicemia, e morte); além de contribuírem para reduzir a ansiedade e a depressão. O seguinte ponto assinalado, é o fato de que a prática respiratória poderia contribuir para melhorar as funções do sistema respiratório ao atuar como antibiótico, antioxidante e anti micótico, e ainda, ao auxiliar na restauração da elasticidade e força normais do tecido pulmonar. Ao finalizarem a análise, os cientistas acrescentam que os exercícios poderiam também auxiliar na redução dos fatores de risco da COVID-19, o que contribui para reduzir o acometimento e a evolução da doença. 

O surto de doença por coronavírus foi relatado pela primeira vez em Wuhan, na China. E foi justamente lá, que os profissionais de saúde fizeram da medicina tradicional chinesa (MTC) e do método Qigong [interessados podem aprofundar a leitura (4)] aliados fundamentais na luta contra a COVID-19. Ambos foram aplicados de forma preventiva no tratamento e na reabilitação de pacientes idosos, acometidos pela doença. 

Foram utilizados métodos modernos de pesquisa, que incluem a observação de alterações fisiológicas e psicológicas, durante ou após a prática de Qigong, em conjunto com ensaios clínicos de tratamento de diversas doenças. Além de o método ser extremamente adequado para pessoas idosas por causa de seus movimentos suaves, a metodologia também é aplicada no tratamento de distúrbios músculo-esqueléticos, alívio da dor e fortalecimento da musculatura. Por ser uma prática que une mente-corpo, descobriu-se que o Qigong trata doenças internas e psicossomáticas, como asma, hipertensão, úlceras pépticas e diabetes. 

A emergência global, provocada pela pandemia, foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 30 de janeiro. Com quase 6 milhões de casos confirmados, e mais de 360 mil mortos em todo o mundo [dados de 29 de maio (5)], o órgão internacional preconiza como forma de conter o contágio, o isolamento social, além de medidas de proteção como lavar as mãos com frequência com água e sabão ou usar álcool em gel. Quando tossir ou espirrar, uma prática de educação sanitária é cobrir a boca com o antebraço. Se usar um lenço descartável e, depois de tossir/espirrar, jogue-o no lixo e lave bem as mãos. 

1. https://www.newscientist.com/article/2241191-can-breathing-exercises-really-help-protect-you-from-covid-19/ 

2. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S187140212030103X 3. https://erj.ersjournals.com/content/55/4/2000815

4. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1064748120303419 

5. https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875

6. (Foto) https://www.publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=255952&picture=mulher-felicidade-nascer-do-sol 

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